domingo, 27 de julho de 2014

A identidade cultural brasileira, 2014

3° Bimestre

Objetivo: Reconhecer a arte como forma de identidade cultural brasileira, e perceber a contribuição das culturas africana, indígena e europeia, na constituição cultural do nosso país.

 

A identidade cultural brasileira

A arte é uma forma de identidade cultural. Através dela, o artista imprime não somente a sua individualidade, mas também as tradições do seu povo. A diversidade cultural refere-se aos diferentes costumes de uma sociedade, entre os quais podemos citar: vestimenta, culinária, manifestações religiosas, tradições, entre outros aspectos.
O Brasil foi formado pela junção de vários povos. O primeiro encontro foi dos índios com os portugueses, seguido da vinda dos escravos africanos. 
A influência europeia na cultura brasileira: É evidente a influência da cultura europeia no Brasil, isso se deve, principalmente, pelas colonizações ocorridas aqui no passado. Com a chegada dos portugueses ao Brasil em 1500, iniciou-se a influência europeia na arte brasileira, até então dominada pela cultura indígena como expressão artística. Os jesuítas ensinaram aos índios e posteriormente aos negros como trabalhar com o barro, a madeira e a pedra.
Os indígenas denotavam habilidades bem artísticas na execução dos trabalhos, já os negros tinham muita facilidade para o desenho e o talhe. Na arquitetura, as construções de taipa eram feitas de varas, galhos, cipós entrelaçados e cobertos com barro. Podemos dizer que índios e negros, sob orientação dos jesuítas, foram determinantes na base da arte barroca brasileira.
Mesmo sendo um país de colonização portuguesa, outros povos deixaram e deixam até hoje influências profundas em nossa cultura.  Com o passar do tempo, os brasileiros foram anexando essas influências em seu cotidiano sem nem mesmo perceber, um exemplo disso é a culinária. Consumimos comidas de origem europeia frequentemente, como pizzas que tem sua origem na Itália, como croissant que se originou em Viena, mas posteriormente foi introduzido e popularizado na França, bacalhau de origem portuguesa entre outras. 
Há também a música europeia, que é constituída de vários artistas que são bastante reconhecidos aqui no Brasil como U2, banda irlandesa, The Beatles, banda inglesa, Enrique Iglesias, cantor espanhol e etc. 
Outra influência muito importante são os modelos artísticos que foram introduzidos aqui no Brasil, como por exemplo: as primeiras igrejas construídas em nosso litoral, a arte barroca, as peças teatrais, entre outras formas artísticas.  
Arte indígena brasileira: Arte indígena brasileira é a arte produzida pelos povos nativos do Brasil, antes e depois da colonização portuguesa. Considerando a grande diversidade de tribos indígenas no Brasil, pode-se dizer que, em conjunto, elas se destacam na arte da cerâmica, do trançado e de enfeites no corpo.
A arte indígena é mais representativa das tradições da comunidade em que está inserida do que da personalidade do indivíduo que a faz. É por isso que os estilos da pintura corporal, do trançado e da cerâmica variam significativamente de uma tribo para outra. Eles usam elementos naturais para realizar seus objetos: madeiras, caroços, fibras, palhas, cipós, sementes, cocos, couros, ossos, dentes, conchas  e plumas. As peças de cerâmica que se conservaram testemunham muitos costumes dos diferentes povos indígenas.
Na fase antes da chegada dos colonizadores destacam-se os marajoaras e os santarenos. Nas peças de Santarém, apresentam tamanho pequeno, porém bem trabalhado. Já nas peças Marajoaras, apresentam tamanho grande e normalmente contém pinturas de deuses ou animais, sempre contendo cores avermelhadas.
As máscaras indígenas são feitas com troncos de árvores, cabaças e palhas. São usadas geralmente em danças cerimoniais.
As cores mais usadas pelos índios para pintar seus corpos são o vermelho do urucum, o negro esverdeado do jenipapo e o branco da tabatinga.
Os povos indígenas nos deixaram diversas práticas culturais. A vontade de andar descalço foi outro hábito que herdamos dos indígenas. O costume de descansar em redes e de tomar banho todos os dias é uma herança indígena.
A culinária brasileira herdou vários hábitos e costumes da cultura indígena, como a utilização da mandioca e seus derivados (farinha de mandioca, beiju, polvilho), o costume de se alimentar com peixes, carne socada no pilão de madeira (conhecida como paçoca) e pratos derivados da caça (como picadinho de jacaré e pato ao tucupi), além do costume de comer frutas (principalmente o cupuaçu, bacuri, graviola, caju, açaí e o buriti).
Herdamos também a crença nas práticas populares de cura derivadas das plantas. Por isso sempre se recorre ao pó de guaraná, ao boldo, ao óleo de copaíba, à catuaba, à semente de sucupira, entre outros, para curar alguma enfermidade.
Várias palavras de origem indígena se encontram em nosso vocabulário cotidiano, como palavras ligadas à flora e à fauna (como abacaxi, caju, mandioca, tatu) e palavras que são utilizadas como nomes próprios (como o parque do Ibirapuera, em São Paulo, que significa, “lugar que já foi mato”, em que “ibira” quer dizer árvore e “puera” tem o sentido de algo que já foi. O rio Tietê em São Paulo também é um nome indígena que significa “rio verdadeiro”).
A influência africana:  A arte africana representa usos e costumes das tribos africanas. Nas pinturas e esculturas, a presença da figura humana identifica preocupação com valores étnicos, morais e religiosos. A escultura foi uma forma de arte muito utilizada pelos africanos, usando-se o ouro, o bronze e o marfim. As máscaras são usadas em rituais, sendo feitas em barro, marfim, metais e principalmente madeira.
Com a implantação da escravidão no Brasil, foram trazidos escravos africanos, que influenciaram a formação dos usos e costumes. Veja algumas influências:

CAPOEIRA: A capoeira que é vista nas ruas, tem a sua história relacionada à opressão. Um misto de dança e arte marcial, foi uma forma de defesa, logo depois das primeiras fugas de escravos. Com movimentos de ginga, saltos e chutes a antes dança comemorativa ganha caráter de luta.
SAMBA: O nome samba é, provavelmente, originário do nome angolano semba, um ritmo religioso, cujo nome significa umbigada, devido à forma como era dançada.
O Samba é a principal forma de música de raízes africanas surgidas no Brasil. O samba carioca provavelmente recebeu muita influência de ritmos da Bahia, com a transferência de grande quantidade de escravos para as plantações de café no Estado do Rio, onde ganharam novos contornos, instrumentos e histórico próprio.
Muitos pesquisadores apontam para os ritmos do maxixe, do lundu e da modinha como fontes que, quando sintetizadas, deram origem ao samba moderno. O termo "escola de samba" é originário deste período de formação do gênero.

Atividades
1)      Em que se destaca a arte indígena brasileira?

2)      Quais dois grupos se destacaram antes da chegada dos colonizadores?


3)      Cite as cores mais usadas pelos índios para pintar seus corpos.

4)      Cite um hábito de higiene de herança indígena que faz parte da nossa cultura.

5)      Cite os hábitos alimentares herdado dos indígenas.

6)      Para que a capoeira era usada pelos escravos?

7)      Qual é a origem do nome capoeira?


8)      Qual é a principal forma de música de raízes africanas surgidas no Brasil?

A cara da minha gente

Objetivo: Registrar artisticamente a experiência com as manifestações populares de sua região

A cara da minha gente
           
Você viu o que é arte popular. Como ela acontece em várias regiões do Brasil e que tipo de influência sofreu para se tornar o que é. Reconheceu a importância do artista popular para a construção da identidade regional e nacional, percebendo sua influência na arte contemporânea.
Viu que onde você mora também existem artistas populares, valorizando os artistas e as manifestações populares da sua região. Para muitas pessoas, prestar atenção nos diversos estilos, cores e materiais que compõem as obras dos artistas populares pode descortinar um mundo de arte desconhecido. Conhecer essa produção também é conhecer melhor o Brasil e os brasileiros, e principalmente a região em que vivemos.
Agora você está convidado a registrar artisticamente a experiência com as manifestações populares de sua região. Você pode montar um álbum com desenhos dessas manifestações. Também pode tirar fotos e imprimi-las. Que tal postar essas fotos na Internet? Também pode fazer cartazes bem coloridos. Poderá também descrever o que viu com um poema. Use a sua imaginação.




Manifestações populares da sua região

Objetivo: Reconhecer as manifestações populares da sua região preferencialmente no local em que acontecem.

Manifestações populares da sua região

            Onde você vive? O que é a cara da sua gente? O que eles gostam de fazer para se divertir? O que eles comem? Como se vestem? Como manifestam a sua religião? Como manifestam suas tradições? Quais são as suas brincadeiras? Como passam as histórias da sua gente de pai para filho? Como constroem suas casas e o que fazem para enfeitá-las?

            Todo povo tem o seu jeito de manifestar suas tradições. Na maioria delas chamamos de manifestações populares. Procure se lembrar de coisas que você vê e trace um perfil das manifestações populares do lugar onde você vive. 

Textos do São Judas

Flores e espinhos

Minh’alma estava naquele instante
Fora de mim, longe, muito longe
                                   Manuel Bandeira

Eu já deveria saber que você seria um problema
Isso desde o primeiro beijo
Meus olhos estavam abertos
E por que estavam abertos?
Eu te dei tudo e você jogou no lixo
Ah, você jogou sim!

Quem diria que um dia daríamos flores e receberíamos espinhos?
Ou que um dia os freios de nosso coração seriam quebrados?
Meu espaço ficou menor
E agora só existe um buraco sem remendo
É como se meu coração estivesse em chamas

E você apenas olhando enquanto ele está se consumindo
E tudo isso porque você nunca
Nunca, nunca me amou!


Gracirlene Ivana
Turma 3002


Menina apaixonada

Toda menina que enjoa da boneca
É sinal de que o amor já chegou no coração

                                               Luiz Gonzaga e Zé Dantas

Era uma vez uma menina que se apaixonou
 Ela focou feliz com o primeiro amor
Logo que se apaixonou
Começou a cantar
E mudou de comportamento
Antes ela brincava de boneca
E agora não brinca mais
Antes ela estudava
E agora só fica pensando no amor
Antes ela não gostava de se arrumar
E agora ela vive se enfeitando
Usa maquiagem, perfume, brinco
Sapatos altos e vestidos longos
E ela pensa em casamento

Andressa Couto de Lima
Turma 1002
Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto,
Que mesmo em face de maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Vinicius de Moraes

            Eu acredito que desde o momento em que assumimos um relacionamento, deve-se manter o respeito e a fidelidade. Tendo isso e o amor junto, já está bom. Se a pessoa é digna de você, ela não estará nem à frente, nem atrás e nem com outra pessoa. Ela estará ao seu lado te apoiando, te amando e estando apenas com você.
            Se você tem alguém como prioridade, não precisa ir em busca de outras opções, pois tanto mulheres como homens não faltam no mundo. Mas só uma pessoa vai te mostrar o verdadeiro significado do amor, vai te respeitar e, principalmente, será fiel a você.
            Ser fiel é uma questão de caráter, pois o que tem que ser dito tem que ser cumprido e falsos amores não merecem o meu tempo.

Raiane Santos
Turma 3002







Sonho louco

Eu tive um sonho muito louco. Sonhei que estava voando. Você pode acreditar? No sonho eu peguei a minha mochila e saí voando. Sabe onde eu estacionei? No telhado da escola.
            O problema é que eu não sabia descer. Então pedi ajuda, mas ninguém me ouvia. Parecia que o mundo era totalmente surdo.
No sonho eu tinha esse dom e podia viajar por vários lugares incríveis. O sonho foi tão mágico, tão incrível, mas minha mãe me acordou para ir à escola. Que raiva!

            Raiane Santos
Turma 3002
















A verdadeira vingança

_ Oi, Clara!_ Disse Simone quando chegou. _ Sabe da última?
_ O quê?
_ Fui ao cinema e seu ex-namorado estava com outra menina.
_ Não acredito!
_ Sério! Desculpe-me, mas não poderia deixar de falar pra você.
_ Não suporto a ideia dele lhe dando os mesmos beijos e abraços que um dia foram meus.
_ Não fique assim. O que você vai fazer agora?
_ Vou pegar o meu namorado de volta. Você sabe de algum plano, Simone?
_ Claro que não, Clara. Se eu soubesse, te ajudaria.
_ Ok! Vou fazer do meu jeito. Acho que vou marcar um encontro com ele, mas não vou dizer meu nome. Quando ele chegar, vai ter uma surpresa e vou reconquistá-lo.
_Acho que ele vai amar, Clara.
_ Será, Simone? E se ele não gostar?
_ E o pior, Clara. E se a namorada dele aparecer?
_ A namorada dele sou eu. Se a outra aparecer, eu boto pra correr, pois eu sou a namorada do amor verdadeiro.
_ Você quer é se vingar e não reconquistá-lo. Ele já te traiu. Bota a cabeça para pensar.
_ Você tem razão. Deixa pra lá. Não vale ficar assim por causa de um garoto. Já que ele está com ela, vou arrumar outro pra mim e quem sabe eu ame de novo e seja feliz.
_ Verdade. Esta seria sua verdadeira vingança.
_ Isso mesmo. Vou ser feliz.

FIM
Estefany Ferreira, 3002
Thailana Dutra, 3002
Thalita Sousa, 3002
Natália Vitorino, 3002
Hellen Joyce do Nascimento, 3002



segunda-feira, 23 de junho de 2014

E se você fosse... a ovelha perdida?

E se você fosse... a ovelha perdida?

Uma ovelha, eu?! É, todos nós somos. Jesus é o bom pastor "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” (João 10.11)
            Certa vez, Jesus contou a história da ovelha que se perdeu.
"Qual de vocês que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma, não deixa as noventa e nove no campo e vai atrás da ovelha perdida, até encontrá-la?
E quando a encontra, coloca-a alegremente nos ombros e vai para casa. Ao chegar, reúne seus amigos e vizinhos e diz: 'Alegrem-se comigo, pois encontrei minha ovelha perdida'.
Eu digo que, da mesma forma, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se.” (Lucas 15.4-7)
A ovelha perdida é aquela distraída que acaba se desgarrando do rebanho.
Muitas coisas fazem uma ovelha se desgarrar. Ela pode se desgarrar porque se distraiu olhando alguma coisa (uma borboleta, talvez) ou porque era fraca e não conseguiu acompanhar o ritmo das outras. Ou quem sabe caiu e ninguém veio ajudá-la a se levantar?
O problema é que quando uma ovelha se perde, ela acaba se machucando ou se machucando mais ainda do que já estava.
Então ela fica ali, quietinha, esperando que seu pastor volte para buscá-la. Isso porque ela não tem força ou não sabe reencontrar o caminho de volta.
Mas eu tenho uma boa notícia para você: Jesus não esqueceu de você. Ele é seu Bom Pastor. Ele deu a Sua vida por você. Lembre-se que o Bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas. Ele está pronto para te resgatar e te colocar nos ombros. E ele vai fazer uma festa quando isso acontecer.
Então, se você fosse a ovelha perdida eu te diria para dar um “Méeee”, mesmo que seja baixinho, para mostrar para o seu Bom Pastor que você deseja ser encontrada.


Rose Amaral
Junho de 2014
yle='m� b n t �O� P� rgin-right:8.25pt;margin-bottom: 0cm;margin-left:9.75pt;margin-bottom:.0001pt;text-indent:25.65pt;line-height: normal;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none'>_ Irás tu com este home?

 Respondeu ela:
_ Irei.” (Gênesis 24.55-58)
Talvez elas não fossem tão desconsideradas assim. Eu não sei se Raquel sabia do caso ou se também foi enganada como Jacó. O problema todo é que Léia sabia. Sinceridade num relacionamento é fator totalmente importante.
Você deve estar pensando: “Pobre moça. Ela foi obrigada pelo pai. Quem ia querer um casamento desse tipo? Talvez ela nem gostasse dele também.” Será?
“Ora, saiu Rúben nos dias da ceifa do trigo e achou mandrágoras no campo, e as trouxe a Léia, sua mãe.
Então disse Raquel a Léia:
_ Dá-me, peço, das mandrágoras de teu filho.
Ao que lhe respondeu Léia:
_  É já pouco que me hajas tirado meu marido? Queres tirar também as mandrágoras de meu filho?
Prosseguiu Raquel:
_ Por isso ele se deitará contigo esta noite pelas mandrágoras de teu filho.
Quando, pois, Jacó veio à tarde do campo, saiu-lhe Léia ao encontro e disse:
_ Hás de estar comigo, porque certamente te aluguei pelas mandrágoras de meu filho.
E com ela deitou-se Jacó aquela noite.” (Gênesis 30.14-16)
É, gente! Ela gostava dele sim. Acho que neste caso estava até faltando um pouco de amor próprio, mas tudo bem. Vamos dar um voto de confiança à Léia. Uma vez estávamos preocupados com a escolha de um tema para um importante trabalho na faculdade e o professor nos disse: “Deixem disso! Escolham qualquer tema e comecem logo o trabalho. É como no casamento, o amor vem com o tempo.”
É claro que ele estava brincando, mas mesmo assim, ficamos horrorizados. Mas este era um pensamento recorrente entre os mais antigos. Não pensem que sou uma delas, viu? Eu não sou tão antiga assim.
Então vamos contar com isso e pensar que Léia só passou a gostar de Jacó depois que já estava casada com ele. Mas sinceramente, tenho minhas dúvidas.
Pensem naquele primo distante que chega de uma terra mais distante ainda e cai de pára-quedas bem na casa dela. Aí você vai pensar: “Meu primo? Que nojo!” Pensamento correto. O ideal é que primos não se casem por causa de problema de formação dos filhos ou doenças recessivas, mas em muitas culturas casamento entre primos são usuais. Na nossa própria cultura este tipo de união é aceitável.  Até certo ponto, é claro! As tias nunca olham com bons olhos!
Voltando ao primo recém-chegado. “Olha que gato!” Ela deve ter pensado. “E ele é forte e cavalheiro!” Olhem o que certamente ela deve ter ouvido falar sobre ele:
“Perguntou-lhes Jacó:
_  Meus irmãos, donde sois?
Responderam eles:
_ Somos de Harã.
Perguntou-lhes mais:
_ Conheceis a Labão, filho de Naor?
 Responderam:
_ Conhecemos.
Perguntou-lhes ainda:
_ Vai ele bem?
Responderam:
_ Vai bem; e eis ali Raquel, sua filha, que vem chegando com as ovelhas.
Disse ele:
_Eis que ainda vai alto o dia; não é hora de se ajuntar o gado; dai de beber às ovelhas, e ide apascentá-las.
Responderam:
_Não podemos, até que todos os rebanhos se ajuntem, e seja removida a pedra da boca do poço; assim é que damos de beber às ovelhas.
Enquanto Jacó ainda lhes falava, chegou Raquel com as ovelhas de seu pai; porquanto era ela quem as apascentava. Quando Jacó viu a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, irmão de sua mãe, chegou-se, revolveu a pedra da boca do poço e deu de beber às ovelhas de Labão, irmão de sua mãe.Então Jacó beijou a Raquel e, levantando a voz, chorou.” (Gênesis 24.4-11)
“E ainda é sensível! Acho o máximo rapazes que choram!” Terra chamando Léia!
O problema aqui é que Raquel já tinha visto primeiro. “É meu, ninguém tasca!” É claro que isso não é requisito para que uma menina seja “dona” de um garoto. Mas é uma espécie de acordo entre damas de nossa cultura. OK! Eu sei, tem muita gente desrespeitando esse acordo. Mas o que todas nós esperamos é que seja assim, não é mesmo?
Daí, se o menino não quer, se ele não se mexe, se ele mostra interesse por outra... Tudo bem, está liberado! O problema era que Jacó não estava liberado.
“Jacó, porquanto amava a Raquel, disse:
_ Sete anos te servirei para ter a Raquel, tua filha mais moça.
Respondeu Labão:
_ Melhor é que eu a dê a ti do que a outro; fica comigo.
Assim serviu Jacó sete anos por causa de Raquel; e estes lhe pareciam como poucos dias, pelo muito que a amava.” (Gênesis 29.18-20)
       Gente! O garoto estava apaixonado. Ele trabalhou sete anos de graça pro pai dela e nem viu o tempo passar porque a amava! Que coisa mais fofa!
       Aí está o problema. Garoto apaixonado + Amor correspondido = Garoto indisponível.
       A regrinha é muito simples e não adianta querer tentar novas variantes. Uma pessoa estava sobrando naquela equação e aquela pessoa era a Léia. Ela podia até pensar: “Mas eu sou a mais velha, tenho direito de ...” Procurar outro cara disponível! É o que eu responderia pra ela.
       Ao analisar um casal, muitas meninas pensam. “Mas eu sou mais bonita do que ela.” “Mas eu sou mais velha do que ela.” “Mas eu o conheço a mais tempo.” “ Mas eu combino muito mais com ele.”
Chega de mas, mas. Não é correto se intrometer entre um amor. Muito menos quando este casal já estiver formado: “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.” (Êxodo 20.17) Aqui também vale as roupas, os sapatos e principalmente os namorados das suas amigas.
       Eu não sei que parcela de culpa Léia teve nesse triângulo amoroso em que viveu com sua própria irmã. Eu não sei se alguma vez ela foi realmente feliz ou se teve que pagar por isto o resto da sua vida. Ela pode até não ter sido a mentora desse crime que seu pai cometeu contra Jacó. Mas ela poderia não ter ficado calada. Teria se poupado de muita dor de cabeça.
       Então, amiga, se você fosse Léia, eu te aconselharia a gritar bem alto:
       _ Alô, rapaz! Antes que seja tarde para nós dois, preciso te avisar uma coisa: Você está com a garota errada!


Rose Amaral

Junho de 2014