quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A arte contemporânea como o resultado do pensamento crítico






Objetivo: Discutir a arte contemporânea como o resultado do pensamento crítico frente à problemática atual.

A arte contemporânea como o resultado do pensamento crítico
Estamos vivendo em um mundo conturbado, onde o consumo se tornou acelerado, assim como já se tornou difícil o descarte dos resíduos produzidos. A comunicação se tornou mais interativa e cada vez mais ágil. O mundo se tornou uma aldeia global com todo o seu antagonismo.  Logo, a arte assume o seu papel de comunicar ideias e sentimentos de uma sociedade tão complexa. Surge então uma Arte engajada nos problemas sociais, que tenta exprimir o pensamento crítico do mundo de hoje.
O pensamento crítico se resume na habilidade de avaliar corretamente os argumentos feitos por segundos e terceiros e ensinar técnicas/estratégias de saber como construir bons argumentos por si mesmo.
A arte contemporânea, que surgiu por volta da segunda metade do século XX, mais precisamente após a Segunda Guerra Mundial, é uma ação de ruptura com a arte moderna. Depois da guerra os artistas mostraram-se voltados às verdades do inconsciente e interessados pela reconstrução da sociedade. Sobrepôs-se aos costumes, a necessidade da produção em massa.
A arte contemporânea se mostrou mais evidente na década de 60, período que muitos estudos consideram o início do seu estado de plenitude. A efervescência cultural da década começou a questionar a sociedade do pós-guerra, rebelando-se contra o estilo de vida difundido no cinema, na moda, na televisão e na literatura. Logo, pensar e fazer pensar criticamente, se tornou um emblema da arte contemporânea.

Atividades

1)      Marque as alternativas que são características da arte contemporânea.

(   ) Está engajada nos problemas sociais.
(   ) Surgiu após a Primeira Guerra Mundial.
      (   ) Tenta exprimir o pensamento crítico do mundo de hoje.

2)      Em que se resume o pensamento crítico?

3)      Quando a arte contemporânea se mostrou mais evidente?


4)      Qual é o emblema da arte contemporânea?




Relações entre arte, filosofia, indústria cultural e mídia

Objetivo: Observar obras de arte visual e comunicação, verificando as relações que estabelecem entre filosofia, indústria cultural e mídia.

 

Relações entre arte, filosofia, indústria cultural e mídia


A Filosofia é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem. Ao abordar esses problemas, a filosofia se distingue da mitologia e da religião por sua ênfase em argumentos racionais; por outro lado, diferencia-se das pesquisas científicas por geralmente não recorrer a procedimentos empíricos em suas investigações. Entre seus métodos, estão a argumentação lógica, a análise conceptual,e as experiências de pensamento.  Arte e Filosofia se complementam como manifestações humanas. Se a Filosofia busca o conhecer, a Arte busca a expressão tanto do conhecido como do desconhecido.
A Arte é uma atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, realizada a partir da percepção, das emoções e das ideias. O artista comunica-se com o observador através de sua arte. Com a Indústria Cultural a arte passou a ser mercadoria, se antes ela estava ligada a contemplação, hoje ela está ligada mais ao lucro.
A indústria cultural procura “moldar” toda a produção artística e cultural, de modo que elas assumam os padrões comerciais e que possam ser facilmente reproduzidas. Dessa forma, as manifestações de arte não são vistas somente como únicas, extremamente belas, mas principalmente como “mercadorias”.  Nesse contexto, a mídia toma para si o papel de veiculador desta arte que se quer consumir.
Mídia designa de forma genérica, todos meios de comunicação, ou seja, os veículos que são utilizados para a divulgação de conteúdos de publicidade. Os meios de comunicação (a TV, o rádio, os jornais, a internet...) foram ganhando importância e destaque desde sua criação, sendo a televisão o maior e mais consumido meio de comunicação de massa que a humanidade. No entanto, a internet vem ganhando cada vez mais força, uma vez que é interativa.
Atividades
1)      O que é filosofia?
2)      Por que arte e filosofia se complementam como manifestações humanas?
3)      O que a indústria cultural procura fazer com toda produção artística e cultural?
4)      O que é mídia?

Fonte:
http://2001semideia.blogspot.com.br/2012/12/relacoes-entre-arte-filosofia-industria.html

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Literatura e gravura de cordel

Objetivo:  Identificar nas obras e imagens analisadas a presença do traço e das características do artista popular, como na gravura de cordel.

Literatura e gravura de cordel

Literatura de cordel: Também conhecida no Brasil como folheto, é um gênero literário popular escrito frequentemente na forma rimada, originado em relatos orais e depois impresso em folhetos. Remonta ao século XVI, quando o Renascimento popularizou a impressão de relatos orais, e mantém-se uma forma literária popular no Brasil. O nome tem origem na forma como tradicionalmente os folhetos eram expostos para venda, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes em Portugal. No Nordeste do Brasil o nome foi herdado, mas a tradição do barbante não se perpetuou: o folheto brasileiro pode ou não estar exposto em barbantes. Alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, também usadas nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma
melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores. Para reunir os expoentes deste gênero literário típico do Brasil, foi fundada em 1988 a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro.
Gravura de cordel: No nordeste brasileiro foi que se desenvolveu uma das mais singulares e representativas formas da xilogravura no mundo. A xilogravura popular ligada ao folheto de cordel adquiriu uma identidade própria. Geralmente feita pelos cordelistas, gerou grandes nomes com J.Borges, Abraão Batista e Dila.
As matrizes para impressão das ilustrações são talhadas, quase sempre, na madeira da cajazeira (árvore da família das Anacardiáceas - Spondias lutea L.), matéria-prima mole, fácil de ser trabalhada e abundante na região Nordeste do Brasil.
Nas décadas de 1960 e 1970 alguns intelectuais e pesquisadores passaram a publicar uma série de álbuns com gravuras feitas por artistas populares nordestinos. Com isso a xilogravura ganhou o status de arte, além de projeção nacional e internacional. Entre esses álbuns podem ser citados: 20 xilogravuras do Nordeste, organizado por Evandro Rabello, em 1970, com apresentação de Ariano Suassuna.

Atividades

1)      A literatura de cordel também é conhecida no Brasil como ________________.
2)      O que é literatura de cordel?
3)      Por que a literatura de cordel ganhou este nome?
4)      Qual é o processo mais usado para ilustração dos cordéis brasileiros?
5)      Como são talhadas as matrizes de impressão das xilogravuras nordestinas?


Fonte:

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Compreender a utilização dos elementos visuais: ponto, linha e formas geométricas, na produção artística.

Objetivo: Compreender a utilização dos elementos visuais: ponto, linha e formas geométricas, na produção artística.

O PONTO

 Um simples contato da ponta do lápis no papel é um ponto. Ele é o elemento mais simples da linguagem visual.

Ponto Geométrico: Usado no desenho geométrico. Ponto gráfico: É o ponto usado no desenho expressivo, que foge à representação convencional e podem-se dar variações, dando-lhes dimensões.  

Existem muitas possibilidades para organizarmos composições utilizando pontos gráficos, baseando-se em ordenações abstratas ou figurativas. A preocupação que se deve ter ao organizar o campo é a ordem e a relação dos elementos dentro do plano (estética).

A LINHA
A linha é uma sequência de pontos. Desde os tempos pré-históricos que o homem tem observado a linha e se serviu dela para transmitir as suas mensagens. A linha pode ser: reta, curva, ondulada, quebrada, tracejada, mista, etc. As linhas podem formar desenhos figurativos ou abstratos.

FORMAS GEOMÉTRICAS
                As formas básicas são o círculo, o triângulo e o quadrado. Sempre formadas por uma linha fechada. Uma linha curva fechada forma uma circunferência ou forma oval. Já a linha poligonal fechada forma polígonos. As principais formas poligonais são:  triângulo, quadrado retângulo, losango, paralelogramo e trapézio.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Formas de Produção de Arte de Consumo

Objetivo: Conhecer as diversas formas de produção de arte de consumo e seus mecanismos.

Formas de Produção de Arte de Consumo

Arte, hoje, como tudo, é um produto. Arte vende, e circula na medida em que vende. Os artistas são grandes artistas e suas obras são primas na proporção quase exata de seu sucesso comercial. Arte é, deste modo, para poucos. Os poucos que podem adquiri-la a seus preços exorbitantes. É o que os especialistas em arte e profissionais do belo dizem. O mercado de arte cresce, produz-se mais, vende-se mais para assim produzir-se ainda mais.
            Há, juntamente com a arte, o kitch. Reproduções que trazem o eco de valores da elite de outrora (eterno desejo da pequena burguesia de ascender à aristocracia), a preços acessíveis à classe média, mas que são de fato coisas retrógradas e simplórias na perspectiva da estética de vanguarda – como a arquitetura colonial ou quadros “impressionistas”, por exemplo. Então, vem a avalancha de Taiwan, para as classes baixas. Isso é o mesmo para literatura, fonografia, cinematografia e demais reprodutíveis. O que não é “alta arte” – arte da elite econômica e intelectual – é melhor rotulado de “produto cultural. Não importa a origem e o meio onde circula, tudo que vige e tem espaço na contemporaneidade é, seja o que for, um produto.
Durante séculos o universo das ar­tes sofreu grandes transformações e influências. Desde a.C. vivemos a arte na Grécia e na Roma Antiga, com histórias mitológicas e as esculturas da forma humana que até hoje influenciam as formas de arte. No século passado surgiram diversos movimentos artísticos que de certa forma inovaram os traços que já existiam criando assim novas técnicas.
Um dos movimentos mais im­portantes e influentes do século XX foi a Pop Arte. Evidenciando o novo tipo de vida pós-guerra, com sua liberdade, esportivida­de, ascensão da mulher, liber­dade de locomoção e o ponto que ascende até hoje: os sonhos e fantasias de acesso social ao consumo.
A Revolução Industrial, com o desenvolvimen­to intelectual e econômico, foi um grande mar­co para a comunicação de massa, onde ocorreu a emergência da urbanidade e a racionalidade técni­ca. Assim, surge o período chamado Modernida­de na transição do século XIX para o século XX com o surgimento dos principais meios de comuni­cação: a fotografia, o cinema, o rádio, a televisão, os microprocessadores e os computadores. Com a dissociação entre o objeto e a arte surge a socieda­de de consumo. As grandes obras de arte passam a ser estampadas em capas de cadernos e objetos de uso diário. Isso fez com que os indivíduos consumissem a arte sem contemplar ou saber seu valor artístico, transformando a arte em consumo. E a Pop Arte é um produto da Revolução Industrial. A cultura pop envolveu uma mudança de atitude para com os objetos deixando de ser únicos, portanto, fizeram parte de um processo econômico que se desenvolve até hoje.

Fonte:
http://www.upf.br/nexjor/?p=4610

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O artista popular e o seu papel na arte contemporânea

Objetivo: Reconhecer a importância do artista popular para a construção da identidade regional e nacional, percebendo sua influência na arte contemporânea.

O artista popular e o seu papel na arte contemporânea


Nem sempre a importância do artista popular foi e é reconhecida no Brasil. Podemos dizer que o Movimento Modernista, iniciado com a Semana de Arte Moderna, em 1922, é considerado como um evento de ruptura, que tinha o objetivo de estabelecer uma cultura  “genuinamente nacional”, que transcendesse as especificidades regionais e garantisse a unidade da nação.
Depois surgiu o regionalismo nacionalista, que associado à valorização da mestiçagem permitia a construção de um discurso otimista sobre o Brasil e sua relação com outras nações. O pluralismo que definia a sociedade brasileira não era excludente, não causou rupturas; ao contrário, visto do plano externo, irmanava as mais diferentes regiões do país, edificando a nação.
No governo Vargas, sobretudo no Estado Novo, também durante o governo militar o regionalismo foi adotado enquanto base norteadora de políticas culturais.
Assim, ainda que o governo brasileiro tenha sofrido forte influência do ideal de modernização norte-americano, este processo não foi isento de restrições, contradições e negociações. Era necessário estar ancorado numa suposta “defesa de interesse da nação” para que ações autoritárias pudessem ser legitimadas indo ao encontro de políticas alinhadas à “ideologia de segurança nacional”. Desta forma, o regionalismo relacionado ao nacionalismo manteve-se presente no ideário intelectual e político brasileiro até o final da década de 1970.
Em tempos de globalização, este discurso em torno do multiculturalismo se acentua de forma radical. O artista popular passou a fazer parte da construção da identidade regional e nacional, percebendo sua forte influência na arte contemporânea. As identidades étnicas, regionais e nacionais são construídas em processos globalizados de fragmentação e hibridação cultural.  A partir da tomada de consciência dos mecanismos de construção das identidades coletivas, nota-se a construção de uma cultura cada vez mais homogênea, mas que não deixa de valorizar a cultura popular e regional.

Atividades

1)      Coloque F para falso e V para verdadeiro.

a)      (  ) O artista popular sempre foi  reconhecido no Brasil.
b)       (  ) O artista popular passou a fazer parte da construção da identidade regional e nacional, percebendo sua forte influência na arte contemporânea.
c)      (   ) A partir da tomada de consciência dos mecanismos de construção das identidades coletivas, nota-se a construção de uma cultura cada vez mais heterogênea.

2)      Responda.

a)      A partir de qual movimento a arte popular passou a ser valorizada no Brasil?

b)      A que estava associado o regionalismo nacionalista?



c)      Em quais governos o regionalismo foi adotado enquanto base norteadora de políticas culturais?


d)     Ate quando o regionalismo relacionado ao nacionalismo manteve-se presente no ideário intelectual e político brasileiro?




Fonte: CALIXTO, Carolina Fernandes: O Brasil regional de Freyre e Amado:
elos entre identidade nacional, história e literatura.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Arte Africana

OBJETIVO: Identificar a presença da arte africana e sua importância na vida cultural de nosso país.

Arte Africana

A arte africana representa usos e costumes das tribos africanas. Nas pinturas e esculturas, a presença da figura humana identifica preocupação com valores étnicos, morais e religiosos. A escultura foi uma forma de arte muito utilizada pelos africanos, usando-se o ouro, o bronze e o marfim. As máscaras são usadas em rituais, sendo feitas em barro, marfim, metais e principalmente madeira. Com a implantação da escravidão no Brasil, foram trazidos escravos africanos, que influenciaram a formação dos usos e costumes. Veja algumas influências:

CAPOEIRA: A capoeira que é vista nas ruas, tem a sua história relacionada à opressão. Um misto de dança e arte marcial, foi uma forma de defesa, logo depois das primeiras fugas de escravos. Com movimentos de ginga, saltos e chutes a antes dança comemorativa ganha caráter de luta.
O nome "capoeira" tem origem nos terrenos que tiveram o mato queimado e apresentam a sua vegetação crescente. E eram nesses espaços que os escravos tinham condições favoráveis na hora de lutar em prol da liberdade e da vida.


SAMBA: O nome samba é, provavelmente, originário do nome angolano semba, um ritmo religioso, cujo nome significa umbigada, devido à forma como era dançada.
O Samba é a principal forma de música de raízes africanas surgidas no Brasil. O samba carioca provavelmente recebeu muita influência de ritmos da Bahia, com a transferência de grande quantidade de escravos para as plantações de café no Estado do Rio, onde ganharam novos contornos, instrumentos e histórico próprio.
Muitos pesquisadores apontam para os ritmos do maxixe, do lundu e da modinha como fontes que, quando sintetizadas, deram origem ao samba moderno. O termo "escola de samba" é originário deste período de formação do gênero.

Atividades

1)      Que preocupação revela presença da figura humana na arte africana?
2)      Quais são os materiais mais usados como matéria prima na escultura africana?
3)      Qual é o material mais usado para confeccionar máscaras africanas?
4)      Para que a capoeira era usada pelos escravos?
5)      Qual é a origem do nome capoeira?

6)      Qual é a principal forma de música de raízes africanas surgidas no Brasil?